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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Não me identifico com meu signo astrológico

Arte: Amaru Design


Observo o seguinte comentário de algumas pessoas:
Porque meu signo nunca bate com minha personalidade?

São coisas que comento noutros artigos do meu blog e tenho repetido por décadas.

Bem, eu também no passado não conseguia me identificar adequadamente com meu signo natal e não tinha conhecimento maior sobre Astrologia.

Algumas coisas faziam sentido, porém tantas outras não.

Acontece que o signo natal, tem um planeta regente que poderá estar numa das 12 diferentes casas astrológicas onde este poderá estar atuando no momento do nascimento e cada uma destas, representa situações onde este planeta vai brilhar mais na vida da pessoa.

Nos anos 80 uma pessoa fez meu mapa astral e passou horas tentando me convencer na marra sobre o que havia calculado. Porém nada daquilo fazia sentido. Isso é algo que vejo acontecer por aí, usam até argumentos de vendedor de carros usados para convencer a pessoa que aquele Chevette 1980 queimando óleo é a melhor coisa do mundo.
Muitos anos depois, um amigo que é verdadeiro conhecedor da Astrologia refez meu mapa e aí a identificação foi instantânea.
Literalmente eu descobri todo um novo universo sobre mim mesmo.
Tanto que por causa de minha natural curiosidade por aprendizado fui aprender mais sobre Astrologia e por quase uma década fiz mapa astral para outras pessoas. Só larguei disso por preferências outras e falta de tempo.
E com isso eu confirmei uma opinião minha: "seja qual for a área, aquilo que for abordado sobre você tem que tocar teu coração no mesmo instante". Ou seja, se você não se identifica no ato, algo está incorreto. E claro, preciso deixar uma margem para as pessoas muito teimosas, mas não é o caso aqui. Mesmo a pessoa teimosa vai se reconhecer como num espelho, apenas até vai ficar contrariada por ser tão descaradamente apresentada. Mas não vai poder alegar que ela não é assim, mesmo que não goste de alguma coisa.
Continuando, o signo natal é uma coisa. Porém, precisamos observar em qual das 12 casas zodiacais está situado o planeta que rege este signo e como se relaciona com os demais aspectos planetários. 
Assim, um resumo muito simplificado.
O signo natal é onde o planeta regente do signo está no seu mapa astral no momento do nascimento e, portanto, teremos 12 áreas maiores para serem analisadas e observadas.
Assim, se a pessoal tem por exemplo, seu planeta regente na Casa X, será mais focada as metas e direcionamento de vida, a profissão, etc., porém se estiver na casa 4 será muito mais ligada à família.

Sugiro uma pesquisa sobre a Descrição Geral das Doze Casas Zodiacais. (clique para uma pesquisa no Google com vários artigos a respeito).


Puxa vida, mas o que isso tem a ver comigo? Eu não entendo!

Eu mesmo sou um bom exemplo para variar, estou sempre citando vivências pessoais, aprendi na prática o que poucos fizeram.
Tenho várias vezes o signo de Capricórnio presente no meu mapa astral. Certamente apresento muitas dessas ótimas qualidades e claro que acredito ser o melhor signo de todos... Rsss, mas tenho um lado meio brincalhão, que é por causa do Ascendente em Peixes e outras tantas coisas pelos demais planetas. 
Aliás, eu sempre comento que com tanta influência de Capricórnio, eu iria para o chuveiro usando terno e gravata, mas outros aspectos me trazem outras maneiras de agir.
Assim eu precisei entender isso e finalmente ter meu mapa astral calculado de maneira correta.

O mapa astral requer que se saiba o mais próximo possível o local exato, dia e hora de nascimento.
E certamente apenas alguns minutos de diferença nos horários calculados fazem uma enorme diferença.

Exemplo bem interessante

Pouco tempo atrás fiz para uma amiga um trabalho de retificação da hora do nascimento.
Isso é um saco de se fazer e se precisarem, por favor, valorizem o profissional que fizer isso e paguem no mínimo em dobro pelo esforço.
Neste caso, apesar de termos sua certidão de nascimento feito num hospital de renome, certamente houve erro ao se fazer o registro.
Assim, ela não conseguia se identificar com a análise astrológica. Certamente os dados de nascimento estavam incorretos.
E repito o que citei mais acima, eu acredito que a pessoa tem que se identificar instantaneamente com a análise feita, como se fosse um espelho de sua alma e sua vida em todos aspectos.
Neste trabalho, fiz o procedimento todo, coletando outros dados que nos permitem fazer um cálculo reverso analisando a posição dos planetas ao longo de sua vida para buscar um acerto quanto a hora de nascimento.
Felizmente conseguimos isso e assim descobrimos uma diferença de pouco mais de vinte minutos quanto ao registrado oficialmente.
Acontece que no mapa astrológico, bastam 1-2 minutos nos horários para diferenças até muito marcantes.
Assim, estes minutos obtidos pelo cálculo de correção, indicaram muitos aspectos diferentes quanto a posição dos planetas no mapa astrológico e a energia resultante entre eles.
E foi assim que depois de décadas, ela se reconheceu finalmente no mapa astral. Finalmente o que foi calculado fez sentido para todas áreas de sua vida.
É um trabalho que vale a pena para os que buscam conhecer a si mesmos e recomendo muito para o auto aprendizado.

Assim, apenas posso recomendar que procurem um bom astrólogo para fazer essa análise pois não faço mais este trabalho.

P+
08/08/2019

.'.


quinta-feira, 27 de junho de 2019

Desanimo e vazios na busca espiritual e a noite escura da alma

The Dark Night of the Soul
Art by Michael C Hayes - USA


Uma pessoa pegunta num forum de debates ocultistas:


"Vocês já sofreram com um vazio existencial no ramo do ocultismo e da magia, onde não veem mais sentido em meditar, fazer rituais e praticar a espiritualidade? Como saíram disso?"


Existem realmente épocas em que o estudante pode sentir-se desanimado, sem interesse, etc. por várias razões.
É normal e se for mesmo o caminho da pessoa, isso vai passar.


Vamos começar pela parte mais simples.

A primeira razão é o simples alternar de energia que sentimos até ao longo de um único dia.
No andamento normal, todos nós temos altos e baixos ao longo da nossa vida, temos ciclos de humor, sendo alguns de umas horas ou até dias.
Quando estamos com nossa energia elevada, estamos mais dispostos e entusiasmados.
Mas ocorrem momentos que podem nos afetar mais, seja pela carga de trabalho no seu emprego, algum conflito pessoal, uma mudança hormonal como o ciclo feminino, etc.
Quando nossa energia está baixa seja por qualquer motivo, as vezes é apenas preciso contar com uma estratégia ensinada desde os mais remotos tempos que é a disciplina.
Ter uma disciplina para o estudante do ocultismo e espiritualidade é necessário para assegurar um certo ritmo e constância nas suas práticas tanto quanto para qualquer um que pretenda melhorar em qualquer atividade da vida, seja um universitário, um atleta, um lavrador, etc.
A disciplina é o aspecto mecânico, como uma máquina colocada em movimento que continua a andar e nos empurrar para frente.
Quando estamos com alta energia, executamos a disciplina tranquilamente pois já estamos energizados.
Porém, quando nossa energia está baixa, a disciplina por si só vai ajudar pois ao tornar-se um hábito, ela nos empurra a fazer a prática mesmo que não estejamos muito dispostos.
É o caso típico quando temos preguiça de levantar de manhã cedo porque está mais frio, ou seu time preferido perdeu a partida, ou teve uma discussão no trabalho ou qualquer outra razão até bem mundana. São as várias distrações que ocorrem e são um dos primeiros desafios que o estudante precisa aprender a dominar que é não ser dominado pelos seus baixos instintos e emoções.
Como resultado, ao realizar a prática a pessoa aumenta de novo sua energia e com isto supera-se aquela fase até no mesmo dia conforme o caso.
Com o tempo, isto vai fortalecer o domínio dos corpos baixos e também a força de vontade do indivíduo que aprende a reconhecer prioridades em sua vida e quando algo é de maior importância ou não.


Já uma segunda razão é pelo próprio resultado do trabalho que está sendo realizado.
Mesmo com uma disciplina sólida, o estudante depara-se com este vazio.
A pessoa pratica já de forma mecânica, por causa da disciplina, mas não percebe mais nada no caminho. Só enxerga um vazio.
Literalmente por maior que seja seu aprendizado, mesmo que esteja tendo ótimos resultados nas suas práticas, ocorrem momentos em que nos perguntamos “para que tudo isto? ”
A disciplina continua a tentar nos empurrar para frente, mas nada daquilo faz sentido. Temos conhecimento adquirido, mas mesmo este é questionado quanto ao seu propósito.
Então chegamos a pontos em que é necessário realmente apenas parar, descansar corpo e espírito.
É normal até ocorrer um período de certo conflito pois cobramos de nós mesmos por que gastamos tanto tempo e recursos até então.
As vezes a sensação é de que literalmente pensamos que “chega disto! ”
Digamos então que é o momento para umas “férias espirituais”.
As vezes também são as pequenas ou grandes encruzilhadas no caminho que muitas vezes nem são percebidas como o momento de fazer uma escolha.
Daí a necessidade de fazer uma parada, descansar e até deixar o assunto de lado.

Porém isso vai ter seu tempo também. Mesmo sem nada fazer, a planta continua a crescer, a semente brota na terra, o rio continua correndo.

E quando for a hora, se este for seu caminho, algo acontece e rapidamente nos vemos chamados de novo a continuar na caminhada.
As vezes já seguindo noutra direção, por isso citei que as vezes são encruzilhadas, momentos de alguma mudança de caminho.
Porém isso não quer dizer que a pessoa vá se afastar da linha que estava praticando. Apenas vai perceber que tem outras maneiras de continuar naquele trabalho. Ou novas metas, novas idéias.
A área ocultista é extremamente vasta, ninguém consegue aprender tudo numa vida. E descobrimos novos aspectos, novas maneiras de lidar, outros estudos que antes não conhecíamos.
E a motivação ressurge renovada.
É um período que varia muito de uma pessoa para outra e também de acordo com cada situação. Podem ser uns poucos dias ou até anos. Mas se realmente for seu caminho, a energia que está seguindo vai de alguma forma voltar a te chamar.


Em terceiro, uma situação que tem a ver com os limites que a pessoa quer alcançar na vida, os limites que sua própria evolução de tantas encarnações lhe permite ou apenas, os limites que seu próprio desejo de crescer lhe impõe, que é a falta de uma vontade maior ou até acomodação.
Seja como for, a pessoa chegou no seu limite de evolução nesta vida.
Eu tenho minha opinião pessoal sobre reencarnação então creio que teremos muitas vidas, aprendendo um pouco mais a cada vez.

Para algumas pessoas, o interesse pelo oculto é uma fase.
Em geral são as pessoas que até tem uma certa curiosidade mística, acendem um incenso de vez em quando, colocam uns cristais para enfeitar a sala, leem alguns livros de alguns autores mais conhecidos, fazem alguma aula de Yoga ou uma meditação eventual, mas ainda assim algumas coisas já levarão para suas vidas. Pelo menos reconhecem que existe algo maior.

Para outras pessoas, estas fases podem ser até um pouco mais longas e ter diversos degraus de aprendizado um pouco mais formais até que a pessoa tem sua curiosidade satisfeita e apesar de que os bons aprendizados poderão ser utilizados doravante por toda vida, sem um interesse por uma evolução maior.
Alguém comentou sobre isso nos anos 90 e tenho que reconhecer que muitos destes, apenas buscam um equilíbrio na sua vida pessoal. Assim, participam de atividades e grupos de estudos até que consigam um casamento ou uma certa estabilidade na sua profissão.
Mas no geral, apenas estão buscando o mínimo da vida mundana, uma casa, família, uma linha de trabalho e até uma renda para sua velhice.

Outras pessoas poderão atingir um determinado degrau de aprendizado e se especializar nele sem interesse em ir mais além.
Poderão ser bons professores de Yoga, sacerdotes de alguma religião, ter alguma capacidade em magia, Reiki, PNL ou alguma outra área. Serão bons profissionais, mas com um desenvolvimento espiritual limitado apesar de ainda serem muito capacitados a ajudar tantos outros que nem isso fizeram.
Existem ótimos praticantes nas diversas áreas que são um perfeito exemplo disto, mesmo com trabalhos muito sólidos, eles chegaram no seu limite e apenas estão adicionando mais e mais detalhes sobre a mesma coisa.

Por favor, entenda que eu faço questão de afirmar que tantos destes são ótimos praticantes, fizeram um trabalho muito sólido e vão ajudar demais as pessoas, famílias e empresas com seu aprendizado pois mesmo tendo feito alguns passos à frente, estarão milhões de quilômetros à frente de tantos outros que precisam aprender e serão bons guias para estas pessoas.

E todos vão sofrer destas fases de vida quando as coisas deixam de fazer sentido e precisarão uma necessária parada, para descanso ou autoquestionamento.
E sim, tenho clientes entre tantos destes. Sejam terapeutas, sacerdotes de religião, magistas. Mas cada um terá seu próprio estágio no caminho.



Assim, para todos os níveis de aprendizado, realmente será necessária uma disciplina.
Tantas vezes poderemos ter momentos de desânimo e a disciplina vai nos ajudar a superar isto.
Noutros momentos serão nossas escolhas e desejo de ir mais além que limitarão o quanto mais queremos ir além.

Não são todos que querem alcançar as estrelas.
E muito menos nem todos querem se arriscar a escalar montanhas com o risco da própria vida.
Aliás, muitos não se arriscam nem a caminhar do outro lado da rua por medo se perder no caminho até a padaria. Risos....

Mas todos terão seu momento, suas escolhas.



E por último, um outro aspecto, que tantas vezes vejo ser citado, mas poucos sabem do que realmente se trata:

A Grande Noite Escura da Alma.

Por muito tempo estou devendo aos leitores comentar mais a respeito.
Isto precisa um outro artigo a respeito, por favor me solicitem, tenho mais o que falar. Mas vamos aos básicos.
Muitos praticantes dos estudos espiritualistas e do ocultismo confundem fases difíceis na sua vida espiritual, como este vazio existencial citado ao início, até a depressão e problemas pessoais extremos com o que é chamado de “Grande Noite Escura da Alma”.
Os estudantes das artes do ocultismo e da espiritualidade vão ter várias vezes estes momentos quando serão desafiados a atravessar a mais negra das trevas.
Lamento dizer para os que estão iniciando, em geral vocês vão demorar muito até chegar a isto, mas não será apenas uma vez. Porém quando chegar não temam se a sua fé for verdadeira.
A ampla maioria dos praticantes do ocultismo e espiritualidade na verdade jamais vai enfrentar um verdadeiro momento destes.
Na prática eu observo que 99% das pessoas que praticam ocultismo ou espiritualidade avançada nunca vão ter um momento destes.
Basicamente ocorre em grandes transições de nível de aprendizado, quando avançamos de um ponto mais sólido precisando atravessar o que parece um imenso vazio até o próximo ponto.
Assim, para quem chegar até ali na jornada é preciso atravessar as trevas maiores relativas àquele nível.
E quando ocorre, a vida da pessoa desaba em todas áreas imagináveis.
Mas isto certamente também tem seus níveis de ocorrência. Repito, pode ocorrer apenas em certos pontos. Alguém pode avançar muitos níveis chegando até bem alto antes de se deparar com isto.
Podemos observar pela Árvore da Vida da Cabala. Seria um exemplo, mas obviamente é apenas um exemplo pois existem vários sistemas para demonstrar as áreas espirituais.



Assim, neste esquema, a cada vez que a pessoa faz a travessia entre uma Sephirot e outra, isto poderá ocorrer. Ou poderá ocorrer apenas num nível mais alto.
Certamente repito, não é algo obrigatório a cada nível, mas poderá ocorrer nalgum momento pelo caminho e será um desafio pessoal a ser enfrentado. A probabilidade de ocorrência certamente é maior a cada degrau atingido.
Certamente para os que estiverem em nível de Adepto e acima a probabilidade é sempre maior quando saírem do nível confortável do aprendizado clássico, que é apenas uma escola que oportuniza irem explorar verdadeiramente o grande e imenso não explicado maior que não consta dos textos sagrados.
Nestes momentos todo seu aprendizado será colocado em questão.
É mais do que um desânimo ou descrédito pelo aprendizado.
Será uma absoluta falta de resultados nas suas práticas em todas áreas. Ou uma insatisfação extrema por tudo indo até considerarem falsos todos resultados que tenham obtido. Daí que muitos neste ponto até abandonam seus caminhos, se convertem para alguma religião tradicional e buscam um ponto sólido novamente e dificilmente vão retornar ao caminho nessa encarnação. Exemplos de nomes muito conhecidos, por exemplo, de magistas já consagrados se convertendo ao cristianismo ortodoxo não faltam.
A pessoa sente a possibilidade do sentimento de fracasso absoluto não importa o que faça.
É perceber que tudo que fez não tem sentido, nenhum estudo ou prática lhe ajuda. A vida da pessoa literalmente desaba espiritualmente e assim, nada mais faz sentido em qualquer área da vida.
Você só vai ter a fé para lhe suportar.
E até sua fé será amplamente questionada por você mesmo.
Conheço praticantes que avançaram vários graus neste esquema da Árvore da Vida até altas iniciações e nunca passaram pela Noite Escura da Alma.
Isso teve algum motivo.
Mas quando e se ocorrer, e aconteceu para todos eles, seja em qual degrau ocorrer, a pessoa vai questionar até a sua fé.
E quanto mais alto a pessoa tenha chegado, maior o sentimento negativo, o desespero por ter trabalhado tanto sem sentido algum pois nada do que fez terá ainda uma justificativa.
E a pessoa percebe que tudo que fez não teve um porquê. Ou que não teve motivo válido.
E daí que que nesta etapa vemos ocorrer o suicídio ou se entregar à loucura como sendo algo comum. Ou pelo menos se render ao fracasso e retornar ao mais comum da vida para degraus menores, adotando outra fé, religião e até mesmo o ateísmo negando tudo. Estes chegaram apenas às portas das trevas e fugiram correndo pulando para trás.
E aí é que vemos tantos já considerados grandes iniciados fazerem mudanças de caminhos, conversões enormes para outras práticas mais confortáveis e tradicionais que apenas lhe levaram muitos passos para trás onde estarão seguros novamente.
É aí que vemos tantos fazerem mudanças abruptas indo para áreas tradicionais, largam tudo e vão para uma igreja, uma religião, algo mais tradicional e onde estarão protegidos novamente.
Isto não quer dizer que tenham fracassado ou sejam covardes. Apenas a prova apresentada lhes mostrou seu limite nesta vida.
Como citei acima, as pessoas terão sua evolução na vida e nem todos conseguirão ir além. Mas o aprendizado que tiveram tentando ir além lhes será útil e se tiverem sabedoria vão reconhecer e admitir isso, o quanto não foram capazes de ir além.
Realmente são provas extremas. Os que tiverem sabedoria para admitir que fracassaram, ainda assim poderão ajudar a muitos se tiverem humildade para ensinar outros até o ponto que chegaram pois certamente já é um enorme trabalho realizado.
A cada vez que ocorrer, a “Grande Noite Escura da Alma” será uma provação final para aquele nível de aprendizado.
É a mais terrível das provações assim como Jesus Cristo no deserto ou Buddha nas provações finais. Mas cada um terá sua própria provação.
Quando isso ocorre é quando o próprio Diabo mundano, que é a soma de todas energias negativas do mundo aparece na sua frente debochando e rindo de você e lhe fazendo suas ofertas para te livrar do sofrimento e você não terá força alguma senão o silêncio.
Nesse momento você não tem mais nada que lhe segure. Apenas sua fé.

Assim...

Tenha fé no seu caminho.
Estude para seus ideais.
Persista.
O aprendizado ocultista e espiritualista não é para todos.
Mas sempre será de aprendizado quando suas intenções forem sinceras.
E sempre vão te levar a melhores momentos.

P+ 
26/06/2019
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Consultas e atividades com Gilberto Strapazon

Consultas e Trabalhos em Magia - Portuguese text


Readings and Magic Works - English text



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sábado, 8 de junho de 2019

Sobre o uso do Anel de Salomão na Goetia

Salomons Magical Ring of Silver or Gold
Ms Sloane 2731 - Clavicula Solomonis -1676


“O Anel Mágico Ou Disco De Salomão
Esta é a Forma do Anel Mágico, ou melhor, Disco de Salomão, cuja figura deve ser feita em ouro ou prata. Deve ser mantida diante do rosto do exorcista para preservá-lo das emanações fétidas e sulfurosas e do sopro flamejante dos Espíritos Malignos.
Lemegeton - Ars Goetia”


Lendo o texto alguns imaginam que os espíritos soltariam um gás tóxico, como aqueles dragões de filmes de fantasia que soltam fumaça e fogo pela boca.
Certamente o anel não se trata de uma espécie de “máscara contra gases”.
Se fossem gases materializados nenhum anel protegeria.
Basicamente é uma figura de linguagem que foi usada para expressar o tipo de energia e até influência relacionadas à presença dos espíritos.
Lembremos inicialmente que no passado não havia expressões para designar o que chamamos hoje de “energias espirituais”.
Vamos lembrar que até pouco tempo atrás, o vácuo do espaço sideral era chamado de “Éter”.
Claro que em determinados rituais com uma boa preparação podem ocorrem manifestações maiores com sensações bem intensas, inclusive perceber odores no ambiente. Isso ocorre também em magia Angélica.
Mas ainda bem longe de algo como uma nuvem de gás tóxico radioativo saindo da boca de algum espírito capaz de dissolver o magista como se fosse ácido.
É a mesma coisa quando alguém fala que alguém tem uma “língua venenosa”. Na verdade, são as palavras da pessoa e não um veneno químico.

O anel de Salomão é para ser usado com todos espíritos, da mesma maneira que o triângulo.
Ocorre que estas ferramentas são descritas, mas são citadas explicitamente nalguns poucos espíritos. Porém com certeza aplica-se a todos.
Na Goetia de Dr Rudd, Stephen Skinner apresenta um enorme texto sobre o anel e suas origens, citando as diversas fontes que deram origem a Goetia que é bem posterior.
Inclusive cita que o mesmo seria feito de latão e ferro, o latão para os bons espíritos e o ferro que é temido pelos espíritos então usado para os maus espíritos. É por isso que a faca e a espada são feitas em ferro.
Alguns textos citam anéis feitos de cera de abelha.
Lon Milo Duquette vai até pouco mais longe dizendo que anel na prática pode ser feito de outros materiais e até de papel.

No Testamento de Salomão, do Século III, que creio ser o mais antigo catálogo com referência a alguns dos dæmons que Salomão controlou, o anel é indicado para comandar os espíritos e não para proteção.
No seu livro “Illustrated Goetia”, Lon Milo Duquette cita um caso sobre uma pessoa que conhecia e, que durante uma evocação de Astaroth, viu no triângulo uma mulher belíssima da qual se enamorou instantaneamente ao ponto de esquecer do propósito da evocação. O templo teria ficado preenchido com um perfume intoxicante que parecia vir da boca dela e ela o chamou para fazer amor com ela. Foi apenas por acidente que ele viu o anel e percebeu a necessidade de se proteger, não contra uma respiração fétida de um monstro, mas para não mergulhar naquela energia tão inebriante que tentava iludi-lo para levá-lo para o triângulo.

Então vejamos que o anel ajuda a manter a mente do magista protegida e também como ferramenta de comando, o que obviamente também tem uma função protetora.
Vejamos as descrições na Ars Goetia.
Geralmente são citadas “emanações fétidas do espírito”.
Ou “fumos sulfurosos fedorentos e flamejante respiração”.
“Emanações”, “fumos sulforosos”, “respiração de fogo”...  Tudo isso são figuras de linguagem!
Repito, os dæmons não vão aparecer cuspindo fogo como dragões de filmes de fantasia.
Até poderão manifestar-se visualmente dessa forma, mas é pouco provável que incendeiem seu templo com labaredas de fogo saindo pela boca!
Se a coisa fosse assim explicitamente, tenham certeza de que a maioria dos magistas teriam morrido muitos séculos atrás e vocês jamais teriam sabido de sua existência e muito menos estes livros seriam conhecidos em público.
Ou seja, simplesmente é uma expressão descrevendo as energias feitas dúzias de séculos atrás, noutra realidade social e cultural.
Uhm?
É a mesma coisa se alguém falar para se proteger contra a língua venenosa de alguém!
Assim, uma das interpretações é de que ajuda a proteger a mente do magista contra a interferência do espírito.
O Selo de Salomão é uma peça chave e usado como emblema de autoridade. O anel que é citado muito tempo antes nos textos mais antigos, tem uma função semelhante, como um ponto de foco de força, e esse tem símbolos incorporados no Selo de Salomão. Assim o anel atua de certa forma da mesma maneira que a vareta.
Então vejamos como os espíritos são citados na Ars Goetia.
Beleth – ter um anel de prata no dedo médio da mão esquerda da mesma maneira que se faz para Amaimon. O anel é para protegê-lo da “respiração flamejante” do Espírito enfurecido.
Berith (Beal). Usar o anel como descrito para Beleth.
Astarot - Ele tem um “hálito fétido e nocivo” OU "respiração ruidosa" (depende da edição) e o exorcista deve segurar seu Anel Mágico (conforme citado nas ferramentas) junto de seu rosto e esse irá defendê-lo. Veja o exemplo citado acima de Lon Milo Duquette sobre a pessoa que quase foi iludida para sair do círculo.
Novamente nada de gases, nem línguas de fogo mas claramente uma figura de linguagem no meu entender. Ou seja, mostra que o espírito pode tentar ser muito persuasivo influenciando o magista.
E como os grimórios clássicos são na verdade livros de anotações, daí ocorrer de citarem prata esquecendo que ouro também pode ser usado.


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