Grandes Pessoas em Grandes Cargos. Você empregaria Confúcio?
Contratar pessoas famosas, de reconhecido mérito e conteúdo, é bom para a empresa? Pode ser, sim.
O nome não é só aparecer na mídia. Se a pessoa é alguém reconhecidamente sucedida, pelos seus grandes feitos, então nada mais justo do que serem indicadas para atuarem junto às corporações.
Por outro lado, colocar alguém num cargo de peso, só porque é amiguinho de coluna social, ou parente (mesmo que incompetente), é apenas prova de incapacidade.
Os grandes líderes, em todas as grandes culturas, sempre se cercaram de personalidades ilustres e de grande mérito.
Claro que eventualmente alguns são questionados, mas a ideia é justamente que se coloquem pessoas que sabem pensar por si e não são apenas mais um joguete.
Um verdadeiro colaborador, um conselheiro, o que seja, deve ter ideias próprias e se necessário, questionar seus superiores SIM. Mas às vezes, pode calar-se, se estiver sob o jugo de um tirano. O próprio silêncio pode ser questionador e de acordo com a situação, caberá apenas observar e guardar para si, mas atento.
Por toda a história, muitos sábios, monges, etc., têm sido conselheiros de governantes, grandes e pequenas empresas, e assim o têm sido com muitos que trabalham no desenvolvimento das práticas espiritualistas, humanas, etc.
Veja também o artigo: "Contrate um Buda".
Quem só obedece ordens sem criar nada, pouco agrega.
Hoje, quantas empresas buscam as palavras sábias de alguém como Confúcio ou dos grandes conselheiros?
Ao seu tempo, Confúcio trabalhava para os governantes, os senhores de terras e nobres, assim alternando tempos em locais diferentes onde também continuava suas demais atividades ensinando suas ideias.
Quantas companhias delegam esta tarefa para um ombudsman, sem notoriedade e às vezes até deturpando suas virtudes, portanto?
Quantos colocam em segundo plano o conhecimento do produto em si, preferindo alguém que tenha siglas e mais siglas e regras burocráticas na cabeça, meras máquinas de repetição de conceitos, que até podem funcionar num contexto estreito, mas não evoluem sozinhas e têm duração limitada?
Sabedoria é sempre um grande investimento.
É até fácil ter uma empresa grande. Difícil é se tornar uma Grande Empresa.
P+
13/05/2010Nota: Parte deste post é meu comentário para matéria publicada na Revista Amanhã: "Conselho ou hall da fama?: Estudo revela aumento nos preços dos papéis de empresas que têm algum famoso em seu Conselho"




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